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Negociadores de Comunidades Inteligentes

negociadores de comunidades inteligentes

O Negociador de Comunidades Inteligentes é uma expressão introduzida pelo Clube de Negociadores, com o objetivo de debater e definir o escopo das habilidades e competências necessárias à formação dos profissionais que desenvolverão as cidades inteligentes.

O desenvolvimento dessas cidades faz parte de compromissos assumidos pelo Brasil, junto à ONU, e exigirá, com grande intensidade, a aplicação de habilidades de negociação e gestão de conflitos, pois  um de seus pilares é a formulação de políticas integradas entre as várias secretarias de um município, articuladas com diversos setores da sociedade.

O que são Cidades Inteligentes?

Segundo a Carta Brasileira de Cidades Inteligentes, publicada de forma colaborativa por diversos órgãos do Governo Federal, as cidades inteligentes podem ser definidas como “cidades comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, em seus aspectos econômico, ambiental e sociocultural, que atuam de forma planejada, inovadora, inclusiva e em rede, promovem o letramento digital, a governança e a gestão colaborativas e utilizam tecnologias para solucionar problemas concretos, criar oportunidades, oferecer serviços com eficiência, reduzir desigualdades, aumentar a resiliência e melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, garantindo o uso seguro e responsável de dados e das tecnologias da informação e comunicação”. 

Ainda segundo a Carta, o conceito brasileiro de “cidades inteligentes” pode ser complementado pelos conceitos auxiliares de “TRANSFORMAÇÃO DIGITAL SUSTENTÁVEL” e “DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL”.

Transformação Digital Sustentável

É o processo de adoção responsável de tecnologias da informação e comunicação, baseado na ética digital e orientado para o bem comum, compreendendo a segurança cibernética e a transparência na utilização de dados, informações, algoritmos e dispositivos, a disponibilização de dados e códigos abertos, acessíveis a todas as pessoas, a proteção geral de dados pessoais, o letramento e a inclusão digitais, de forma adequada e respeitosa em relação às características socioculturais, econômicas, urbanas, ambientais e político–institucionais específicas de cada território, à conservação dos recursos naturais e das condições de saúde das pessoas.

Desenvolvimento Urbano Sustentável

É o processo de ocupação urbana orientada para o bem comum e para a redução de desigualdades, que equilibra as necessidades sociais, dinamiza a cultura, valoriza e fortalece identidades, utiliza de forma responsável os recursos naturais, tecnológicos, urbanos e financeiros, e promove o desenvolvimento econômico local, impulsionando a criação de oportunidades na diversidade e a inclusão social, produtiva e espacial de todas as pessoas, da presente e das futuras gerações, por meio da distribuição equitativa de infraestrutura, espaços públicos, bens e serviços urbanos e do adequado ordenamento do uso e da ocupação do solo em diferentes contextos e escalas territoriais, com respeito a pactos sociopolíticos estabelecidos em arenas democráticas de governança colaborativa.

Todas essas ações devem ser realizadas de forma adequada e com respeito às características socioculturais, econômicas, urbanas, ambientais e político-institucionais específicas de cada território. E também devem conservar os recursos naturais e preservar as condições de saúde das pessoas.

As Comunidades Inteligentes

As Comunidades Inteligentes são formadas por todos os atores sociais responsáveis, tanto por planejar e implementar as cidades inteligentes, como para viver nelas. Nesse sentido, temos os líderes do município, principais responsáveis pela mobilização de todos os agentes envolvidos na implementação das cidades inteligentes.

Temos os gestores, quem efetivamente deverão colocar a mão-na-massa para gerenciar as atividades e articular todos os agentes envolvidos no processo  e implementar, sob a forma de projetos, as ações necessárias para a transformação de seu município em uma cidade inteligente. 

Devemos destacar os agentes executores, especialistas das mais diversas áreas administrativas em seus diversos níveis (municipal, estadual e federal); bem como agentes de diferentes segmentos da sociedade, como líderes comunitários, empresários, entidades de classe, instituições de ensino e organizações da soiedade civil, entre outros.

E temos ainda os cidadãos inteligentes, pessoas educadas para viver em cidades inteligentes, cumprindo suas normas e deveres, respeitando o próximo e o ecossistema, além de participar ativamente das ações comunitátias.  

O Compromisso do Brasil

Com a adesão do Brasil à AGENDA 2030 PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, aprovada em 2015 pela Assembleia Geral da Nações Unidas (ONU). Estrutura-se em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS). Entre eles, está o Objetivo 11 – “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

A NOVA AGENDA URBANA (NAU) – Declaração de Quito sobre Cidades e Assentamentos Urbanos para Todos foi aprovada em 2016 na Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável
(Habitat III). Além da Agenda 2030, a NAU incorpora outros acordos internacionais, tais como: Acordo de Paris no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) e Agenda de Ação de Adis Abeba da Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento.

Os países que assinam acordos se comprometem a implementar as decisões, respeitando as realidades nacionais. Quando o Brasil assinou a NAU, prometeu que adotaria uma abordagem de cidade inteligente.

O Desafio dos Negociadores de Comunidades Inteligentes

Nesse contexto apresentado, constatamos que para lidar com todos os aspectos tecnológicos, sociais e culturais necessários para a implementação das cidades inteligentes, será fundamental que exista um ENORME esforço de articulação entre diversas partes envolvidas.

Esse esforço somente seria viável se as partes possuíssem habilidades técnicas e comportamentais básicas para negociar e lidar com os inúmeros conflitos que naturalmente surgirão nesse processo.  Esses conflitos são inevitáveis e necessários para o processo de articulação e acomodação de interesses dos diversos agentes envolvidos, fazendo com que o sucesso do empreendimento dependa fortemente das habilidades técnicas e comportamentais desses agentes, além da especialização profissional de cada um.

O papel do Clube de Negociadores

Atento a esse movimento social que já está em adiantado processo de implementação em diversas cidades dos Estados Unidos, Europa e Ásia, e também pontualmente em poucas cidades do Brasil, O Clube de Negociadores possui as ferramentas necessárias ao desenvolvimento dessa competência fundamental para auxiliar no empoderamento dos recursos humanos que atuarão ativamente na construção das comunidades inteligentes brasileiras.

Se você quer fazer parte desse movimento social, entre em contato conosco e faça parte deste Clube.  A Sociedade Brasileira Inteligente agradece sua participação.

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